Nossa História
De um pequeno rancho de pescador à mesa que recebeu artistas do Brasil e do mundo — a história de Dona Coló é a própria história de Arembepe.
No fim dos anos 1950, Arembepe era só um vilarejo de pescadores: casas de taipa, barcos na areia e uma vida que seguia o ritmo do mar. Foi nesse cenário simples que Dona Coló, vendo que a pesca sozinha já não sustentava a casa, resolveu abrir um pequeno restaurante para os poucos turistas que chegavam até ali. Nascia a Casa da Coló.
O cardápio era enxuto e honesto: peixe fresco, tirado do mar bem em frente, preparado na hora. Bastou pouco tempo para o pequeno rancho virar ponto de referência na região — e, com o passar dos anos, a filha de Dona Coló, Edely, assumiu o negócio ao lado da mãe e seguiu em frente após ela. A fama só cresceu.
No início dos anos 1970, Arembepe virou destino de uma geração inteira de jovens em busca de liberdade. Nascia ali a aldeia hippie que colocaria o vilarejo baiano no mapa do mundo — cabanas de palha na praia, violão, e visitantes chegando de todos os cantos. Foi nesse clima que a Casa da Coló entrou para a história: os Novos Baianos se tornaram fiéis da casa, e nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil passaram por suas mesas.
A fama atravessou fronteiras. Em fevereiro de 1974, a roqueira americana Janis Joplin chegou ao Brasil vinda do Rio de Janeiro e, de carona, seguiu até Salvador. Curiosa para conhecer a aldeia hippie mais comentada da Bahia, foi parar exatamente na mesa de Dona Coló. Rita Lee, Mick Jagger e Keith Richards — que chegaram a comprar um imóvel na região — também deixaram sua marca na história de Arembepe daquela época.
Na Casa da Coló não havia distinção entre famoso e desconhecido. Pescadores da vila, mochileiros e artistas dividiam a mesma mesa, o mesmo peixe frito, a mesma moqueca fumegante. Muitas vezes alguém puxava um violão, e o restaurante virava uma roda de música que ia até tarde da noite.
Décadas se passaram e Arembepe cresceu, mas aquele espírito nunca saiu da casa. Hoje, com a mesma vista para o mar que já encantou tanta gente, Dona Edely — filha de Dona Coló — segue à frente do negócio com orgulho, ao lado da própria filha, Ana Vitória, nutricionista de formação e neta da fundadora, que carrega adiante a receita e a hospitalidade que viraram história.
O que começou simples virou lenda — e essa lenda continua sendo servida, todos os dias, à beira-mar de Arembepe.
Quem passou por Arembepe
Fotos de reportagens e arquivos da aldeia hippie que marcou os anos 70 na Bahia.





Dona Edely e Ana Vitória
Filha de Dona Coló, a fundadora, Edely cresceu ajudando a mãe no salão e assumiu o restaurante por inteiro após ela, conduzindo a casa por décadas com a mesma dedicação que aprendeu ainda menina. Hoje divide a rotina com a própria filha, Ana Vitória — neta da fundadora e nutricionista de formação — que ajuda a manter viva a receita e a hospitalidade que atravessaram três gerações.
Mais de 70 anos depois, a vista para o mar continua a mesma. E a mesa, também.
Venha fazer parte dessa história
Reserve sua mesa e prove o mesmo peixe fresco que já serviu a lendas da música.
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